In the food chain, I'm the one that eat ya

Parece que em pleno século XXI falar de sexo despudoradamente é uma utopia, uma benesse ao alcance de poucos. Se não for uma estrela de rock, a louvar a tríade que se completa com drogas e rockn´roll, há que ficar caladinho, especialmente se for mulher, a quem os comportamentos castos e o decoro continuam a ser elogiados, mais ou menos abertamente, a menos que seja uma reencarnação da Beauvoir

Pessoalmente identifico-me com tríades diferentes, e adoro uma mulher sem receio de assumir a sua libido, lasciva e de vernáculo pronto. Deixemos-nos de falsos pudores, que se o sexo servisse só para procriação, pereceríamos murchos, como um cogumelo à chuva. 

Sexo é também intimidade e conexão, não o nego nem poderia, mas às vezes é fúria, não raramente placebo para mitigar as trevas, afastar a dor ou alimentá-la. E sobretudo prazer. E como muito bem defende Adília Lopes "acho que o prazer é casto/o que não é casto/é o simulacro do prazer/ou a renúncia ao prazer".




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