O mundo pára quando eu te vejo,
os crimes, os táxis, os fogos, a chuva.
Tudo congela só com piscar,
tudo em espera nas passadeiras.
Amo-te à mesma, claro, à distância,
um bombeiro sorrindo e a fogueira a sonhar.
Olho-te os olhos ao abrir-te a porta
e logo serenam minhas águas revoltas,
nem o lago mais cristalino do Google Earth
se compara com esta bela
e profunda sensação de existir.
Se amor era isto, como urânio nas mãos,
não o troco sequer por viagem ao paraíso,
se vida era isto, ardor estremecido,
não te troco por nada. Já posso morrer.
Vivi à larga e podia mesmo repetir.
Ángel Petisme
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