
Quem somos nós para decidir quais os limites do amor, quem podemos amar, até quando. Porquê.
Esquecemos-nos de que não se trata de uma convenção, do que é fácil, proveitoso. É um fio invisível que nos liga uns aos outros, às vezes frágil como o de uma aranha, outras como a amara que prende a âncora.
Podemos negar a convivência, mas não o sentimento. Esse continuará a unir-nos, por vezes para além do que desejamos, às vezes, só o tempo de um bater de asas.
Machado Pereira
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