orlando

Depois de descobrir Clarice Lispector, resolvi tentar reler Virgínia Wolf. Orlando não é um simples livro, ele contêm o segredo da diferença entre a carne e o espírito, das diferenças naturais e quase inultrapassáveis entre homens e mulheres. E das necessidades afectivas, de segurança e companhia, depois de chegar aos trinta e tais a viver só.
Mas como deixar que alguém entre na nossa vida, mude as nossas rotinas, os nossos desejos, e não sentir saudades de estar só, de ser só?
Como não ceder quando tanto se desejou alguém que não nos permitisse ser só?

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