(O poema abaixo abre a autobiografia de T. E Lawrence; alguns pesquisadores atribuem as iniciais S. A. a Selim Ahmed (”Dahoum”), um dos órfãos que servem a Lawrence no deserto.)
To S.A.
I loved you, so I drew these tides of men into my hands
and wrote my will across the sky in stars
To earn you Freedom,
the seven-pillared worthy house,
that your eyes might be shining for me
When we came.
Death seemed my servant on the road, till we were near
and saw you waiting:
When you smiled, and in sorrowful envy he outran meand
took you apart:
Into his quietness.
Love, the way-weary, groped to your body,
our brief wageours for the moment
Before earth’s soft hand explored your shape, and the blind
worms grew fat upon
Your substance.
Men prayed me that I set our work, the inviolate house,
as a menory of you.
But for fit monument I shattered it, unfinished: and now
The little things creep out to patch themselves hovels
in the marred shadow
Of your gift.
....................................
Amei-te, e por isso tomei nas minhas mãos esta maré de homens,
e escrevi a minha vontade em estrelas pelo céu
Para te dar a Liberdade,
essa preciosa casa de sete pilares,
para que que os teus olhos me fitassem, brilhantes
Quando chegássemos.
A morte parecia servir-me, no caminho, até nos aproximarmos
e te vermos à espera: Quando sorriste, ela, cheia de inveja, ultrapassou-me
e levou-te consigo: Para o seu silêncio.
O amor, fatigado da jornada, procurou o teu corpo, nossa breve
recompensa, enquanto nossa,
Antes que a mão macia da terra explorasse as tuas formas,
e os vermes cegos se alimentassem
Da tua substância.
Pediram-me os homens que erguesse a nossa obra, a casa
inviolada, em memória de ti.
Mas, porque não era o monumento adequado, despedacei-a,
Inacabada: e agora
Pequenos seres rastejam no silêncio, construindo choupanas
na sombra arruinada
Da dádiva que eu te destinava.
Fonte: Jorge Vargas, no blog Aventuras em mim (menor)
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